quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A última ceia

Após uma missão pela Mariahilfe rua das boutiques procurando um negócio que minha mãe pediu e não tem em loja nenhuma (duas horas andando e perguntando em inglês por algo cujo nome desconheço para pessoas que só falavam alemão), fui almoçar no vapiano para me despedir.
Desci na estação, rodei um pouquinho porque peguei a saída errada, e me encaminhei. Alguns metros antes, porém, vi um restaurante italiano familiar. Na hora me vieram à mente aquelas ideias de "ah, por que enriquecer uma rede americana de comida italiana se eu posso estimular o comércio local e os negócios familiares, né?" Entrei no restaurante, que tinha uns bancos manchados de mofo e um estilo charme decadente -- que eu particularmente adoro. Acreditei neles, pedi a salada caprese e o espaguete à carbonara, na fé de que superaria e muito o vapiano.
Chega a salada: não são tomates cereja, mas rodelas sem sabor de tomate. O manjericão não era muito saboroso, muito menos a mussarela. Eu já estava no momento "é por isso que os EUA dominam o mundo! Nem os italianos sabem mais fazer comida italiana!", mas quando veio o macarrão... que delícia! Muito, muito bom.
Peguei o metrô pra casa sem pagar. Eu tinha um bilhete de 24h que venceu hoje umas 10h, mas resolvi ignorar isso e fui e voltei pro restaurante de graça e ninguém me parou. Nesses quatro dia, nenhum agente do metrô tinha me parado. Se parassem hoje, seria muito azar, mas eu aceitaria o destino.
Daqui a pouco eu saio pra pegar o ônibus do aeroporto. Mal posso esperar.